17/04/2017

Energia Solar pode trazer grande economia para empresas

No Brasil, a energia solar fotovoltaica corresponde a aproximadamente 80 megawatts (MW) operacionais na matriz energética. No ano de 2016, houve crescimento de 320% da geração distribuída de energia solar – um salto de 1.827 sistemas para mais de 7.600 sistemas de micro e minigerações distribuída solar fotovoltaica. Em outubro de 2016, as energias renováveis tiveram participação de 43,2% na matriz energética brasileira, dois pontos percentuais a mais que no ano anterior, segundo dados do Boletim Mensal de Energia elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com dados da Cushman & Wakefield, o mercado de galpões e armazéns industriais em uso no Brasil possui uma área total estimada em 12 milhões de metros quadrados. Isso representa um potencial de investimentos de R$ 6,8 bilhões para a geração de energia solar fotovoltaica no Brasil, segundo estimativa conservadora da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Ainda de acordo a entidade, se a metade da área dos telhados de todos os galpões e armazéns ocupados no Brasil fosse aproveitada para gerar energia solar fotovoltaica, a potência instalada seria de cerca de mil MW, o suficiente para suprir as necessidades energéticas de aproximadamente dois milhões de brasileiros. Os empregos diretos gerados com o investimento seriam da ordem de 30 mil postos de trabalho. Considerado a estimativa, o potencial de geração de eletricidade seria de 1,7 mil megawatts/hora ao ano, correspondente a uma economia de aproximadamente R$ 900 milhões na conta de luz e uma redução de emissões de CO2 de aproximadamente 132,7 mil toneladas por ano. O payback para o investimento em energia solar é estimado em 7,5 anos.

Incentivos para Energia Solar

Vários estados e municípios lançaram iniciativas para incentivar a instalação de sistemas de energia solar fotovoltaicos. Entretanto, há características específicas que variam de acordo com as potencialidades de cada região. Recentemente, Goiás apresentou o Goiás Solar, que atua nos eixos de tributação, financiamento, desburocratização e infraestrutura, fortalecimento da cadeia produtiva e educação e comunicação.

No Nordeste, outra ação importante é a de financiamento, a FNE Sol, por meio do Banco do Nordeste. O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Lopes Sauaia, antecipa que a entidade tem recomendado aos governantes do Centro-Oeste que desenvolvam uma linha similar. “Alguns governos estaduais já abraçaram e estão discutindo o tema. No evento de lançamento do Goiás Solar foi falado que essa ação deve ser lançada ainda no primeiro semestre”, diz, em referência ao FCO Sol.

Rodrigo destaca também as ações em todo o país voltadas a redução de carga tributária, o que leva ao que ele chama de isonomia tributária. “O que acontecia em muitas regiões é que a carga tributária sobre os equipamentos era muito elevada, o que prejudicava a competitividade das fontes.”

Para incentivar o interesse e apresentar a tecnologia de forma mais ampla, a Absolar implantou, em acordo de cooperação técnica com o MME, uma miniusina no telhado do Ministério. “A avaliação que temos é positiva e o sistema solar está operando a todo vapor. Diariamente tem gerado energia elétrica e ajudado a atender de 5 a 7% da demanda do edifício. Assim, há diminuição de gastos para que o MME aloque recursos para seu objetivo fim”, avalia Rodrigo. O investimento foi de cerca de R$ 400 mil, com retorno esperado para nove anos.

Atualmente a potência de geração da miniusina é de 50 kWp (quilowatts pico), o que evitará a emissão de 6,4 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. A ideia é que o projeto sirva de referência para os demais ministérios, além de outros prédios federais, servindo de estímulo também para que estados e municípios adotem a tecnologia. Como o edifício é tombado, havia uma limitação de espaço, já que não poderiam ser utilizadas áreas do estacionamento ou que deixassem o sistema à mostra na fachada, por isso não foi possível desenvolver um projeto com maior geração de energia solar.
Fonte: Jornal Canal


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